Registros

domingo, 24 de junho de 2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Queria poder largar tudo, tudinho e sair por aí. Visitar lugares, conhecer pessoas e dar amor, muito amor, aos meus amores.

Ah! Os meus amores! Ah! Os meus desejos!

Não me interesso por valor, mas por momentos. Afinal, são eles que dão valor a vida.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

quero gosto sincero de amor

quero que se cure dessa pessoa que o aconselha

chega de desencontros

domingo, 10 de junho de 2012

me aproximar do aproximável

e distanciar do que me distancia de mim mesmo!
aquela água matava a sede

era preciso tomar

porém tal líquido era impregnado de veneno

era preciso não tomar

quinta-feira, 7 de junho de 2012

por mais doce e bela, a flor foi pisada.

tinha uma placa 'nao pise no jardim'

nao leram

segunda-feira, 4 de junho de 2012

"Nos agostos de nossas vidas - perdas, ausências, solidões, ressentimentos, lutos - sonhamos os setembros - aparições, encontros, romances, beijos, promessas -, linguagens novas que nos acariciem, que nos façam sonhar, que nos capturem para sempre.


Porque tantos versos de amor? Por que tantas canções de amor? Umas belas e graves, outras até vulgares?


Simplesmente para que, extasiados, contemplemos a adequação inesperada (e esperada) de um objeto ao nosso desejo.


Às vezes, o que parecia ser o amor era apenas quimera. Pouco importa, tentamos novamente; o coração continua e corremos de amor em amor, à procura do Amor. Do seu início, da sua espera, do seu festim, apesar de seu peso quase insuportável, do contentamento descontente que ele nos provoca.


Quando acontece, o amor é como algo que nunca tivesse nos acontecido.


Luzem as estrelas, o sol se move, e o amor, a mais pesada das drogas, permanece incólume; transgressor e sentimental, por isso mesmo obsceno.


Desejamos algo que nos arranque da calçada e prontamente nos arremesse ao mar. Para esse mergulho precisamos do outro. Que ele não nos falte ou rejeite; que ele nos acolha e reconheça para juntos fazermos a passagem dolorosa e única do anonimato ao alumbramento, à identidade somente conferida pelo ato de amar e ser amado.


Assim, sendo eternos no outro, estaremos a salvo da morte e do esquecimento.

Na memória de todos nós o amor lateja como um sonho impreciso, uma mão pousada sobre nossos ombros; algo corpóreo e breve. Coisa feliz."

Neide Archanjo


domingo, 3 de junho de 2012

mulher angelical 
vestida de branco
minha voz levou
em troca, soprou vida e poesia em mim