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sábado, 30 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
"Nos agostos de nossas vidas - perdas, ausências, solidões, ressentimentos, lutos - sonhamos os setembros - aparições, encontros, romances, beijos, promessas -, linguagens novas que nos acariciem, que nos façam sonhar, que nos capturem para sempre.
Porque tantos versos de amor? Por que tantas canções de amor? Umas belas e graves, outras até vulgares?
Simplesmente para que, extasiados, contemplemos a adequação inesperada (e esperada) de um objeto ao nosso desejo.
Às vezes, o que parecia ser o amor era apenas quimera. Pouco importa, tentamos novamente; o coração continua e corremos de amor em amor, à procura do Amor. Do seu início, da sua espera, do seu festim, apesar de seu peso quase insuportável, do contentamento descontente que ele nos provoca.
Quando acontece, o amor é como algo que nunca tivesse nos acontecido.
Luzem as estrelas, o sol se move, e o amor, a mais pesada das drogas, permanece incólume; transgressor e sentimental, por isso mesmo obsceno.
Desejamos algo que nos arranque da calçada e prontamente nos arremesse ao mar. Para esse mergulho precisamos do outro. Que ele não nos falte ou rejeite; que ele nos acolha e reconheça para juntos fazermos a passagem dolorosa e única do anonimato ao alumbramento, à identidade somente conferida pelo ato de amar e ser amado.
Assim, sendo eternos no outro, estaremos a salvo da morte e do esquecimento.
Na memória de todos nós o amor lateja como um sonho impreciso, uma mão pousada sobre nossos ombros; algo corpóreo e breve. Coisa feliz."
Neide Archanjo
Porque tantos versos de amor? Por que tantas canções de amor? Umas belas e graves, outras até vulgares?
Simplesmente para que, extasiados, contemplemos a adequação inesperada (e esperada) de um objeto ao nosso desejo.
Às vezes, o que parecia ser o amor era apenas quimera. Pouco importa, tentamos novamente; o coração continua e corremos de amor em amor, à procura do Amor. Do seu início, da sua espera, do seu festim, apesar de seu peso quase insuportável, do contentamento descontente que ele nos provoca.
Quando acontece, o amor é como algo que nunca tivesse nos acontecido.
Luzem as estrelas, o sol se move, e o amor, a mais pesada das drogas, permanece incólume; transgressor e sentimental, por isso mesmo obsceno.
Desejamos algo que nos arranque da calçada e prontamente nos arremesse ao mar. Para esse mergulho precisamos do outro. Que ele não nos falte ou rejeite; que ele nos acolha e reconheça para juntos fazermos a passagem dolorosa e única do anonimato ao alumbramento, à identidade somente conferida pelo ato de amar e ser amado.
Assim, sendo eternos no outro, estaremos a salvo da morte e do esquecimento.
Na memória de todos nós o amor lateja como um sonho impreciso, uma mão pousada sobre nossos ombros; algo corpóreo e breve. Coisa feliz."
Neide Archanjo
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