atravessou a porta do salão, atraiu os olhares imediatamente.
todos pararam de dançar enquanto a melodia teimava em deslizar pela brisa. alguns passos, estava no centro do recinto.
- diferente! repara!
- muito!
o corpo mexeu-se conforme a música, confiante, sorrindo. os outros voltaram a dançar, reparando minuciosamente na novidade.
o sorriso era pra si. a graça estava ali, estampada nos olhos.
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
a perfeição não existe
aquela imagem de perfeito exibida, sustentada por valores e ideais. balela!
pra que? até quando?
assumiu seu ser! quem é. mas escondeu no baú as imperfeições. assuma agora todas elas!
tire uma por uma. é você. ser imperfeito. ser humano.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
alegria fecal
"polvo gigante invade Tóquio e os japoneses adoram"
"interstício"
"doidera"
"gostei"
"pista de automobilismo"
"jardim de sonhos"
"interstício"
"doidera"
"gostei"
"pista de automobilismo"
"jardim de sonhos"
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Na esfera do espírito
"Eu te procurava lá fora - e eis que tu estavas dentro de mim!"
"Nem sempre será claro o teu sol.."
sábado, 6 de outubro de 2012
Na cama
Ainda no embalo das músicas, olho para o teto.
A carência grita. Um abraço iria saciar a fome de atenção e segurança que sinto. Mas o travesseiro acaricia os cabelos, o lençol protege o corpo e o teto, ele de novo, me diz tanta coisa.
o teto, diz tanta coisa.
A carência grita. Um abraço iria saciar a fome de atenção e segurança que sinto. Mas o travesseiro acaricia os cabelos, o lençol protege o corpo e o teto, ele de novo, me diz tanta coisa.
o teto, diz tanta coisa.
No quarto
No quarto, tocando músicas de relaxamento, olho para o computador.
Muitas coisas em poucas horas. A morte, ali, viva. E uns temperos doces e amargos no coração.
Uma vontade de sair por aí, de noite mesmo, sem rumo, sem direção. Talvez seguindo até a lua, para tentar repousar lá.
Me sinto mais seguro de mim mesmo, vejo meus impulsos com mais clareza. Vejo meus erros também. E os erros alheios.
Lamento o que passou e ficou marcado, o que eu não soube resolver e o que guardaram de ruim sobre mim.
Bater as asas finalmente, para um novo horizonte. Para onde não haja a amiga morta, a tolerância familiar do ser estranho, exigências desleais.
Lá, no lugar que eu quero ir, vai ter flores todo dia, sol quente ou um bom agasalho, um abraço protetor e a companhia dos seres edificantes que zelam meu ser.
Muitas coisas em poucas horas. A morte, ali, viva. E uns temperos doces e amargos no coração.
Uma vontade de sair por aí, de noite mesmo, sem rumo, sem direção. Talvez seguindo até a lua, para tentar repousar lá.
Me sinto mais seguro de mim mesmo, vejo meus impulsos com mais clareza. Vejo meus erros também. E os erros alheios.
Lamento o que passou e ficou marcado, o que eu não soube resolver e o que guardaram de ruim sobre mim.
Bater as asas finalmente, para um novo horizonte. Para onde não haja a amiga morta, a tolerância familiar do ser estranho, exigências desleais.
Lá, no lugar que eu quero ir, vai ter flores todo dia, sol quente ou um bom agasalho, um abraço protetor e a companhia dos seres edificantes que zelam meu ser.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
as micropartículas
Era algo forte, indescritível.
Atingiu tal proporção e explodiu.
A explosão criou micropartículas que eu chamo de lembranças.
Atingiu tal proporção e explodiu.
A explosão criou micropartículas que eu chamo de lembranças.
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