No quarto, tocando músicas de relaxamento, olho para o computador.
Muitas coisas em poucas horas. A morte, ali, viva. E uns temperos doces e amargos no coração.
Uma vontade de sair por aí, de noite mesmo, sem rumo, sem direção. Talvez seguindo até a lua, para tentar repousar lá.
Me sinto mais seguro de mim mesmo, vejo meus impulsos com mais clareza. Vejo meus erros também. E os erros alheios.
Lamento o que passou e ficou marcado, o que eu não soube resolver e o que guardaram de ruim sobre mim.
Bater as asas finalmente, para um novo horizonte. Para onde não haja a amiga morta, a tolerância familiar do ser estranho, exigências desleais.
Lá, no lugar que eu quero ir, vai ter flores todo dia, sol quente ou um bom agasalho, um abraço protetor e a companhia dos seres edificantes que zelam meu ser.
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