"É evidente que há máscaras e máscaras. Existe algo muito nobre, muito misterioso, muito extraordinário, que é a máscara, e há também uma coisa nojenta, realmente sórdida, nauseabunda (e extremamente comum no teatro de arte ocidental) que também é chamada de máscara. São semelhantes na medida em que ambas são posta sobre o rosto, mas são tão distintas entre si quanto saúde e enfermidade.
Existe um tipo de máscara que é vivificante e afeta tanto o usuário como o observador de maneira altamente positiva; há outra coisa também, que pode ser colocada sobre o rosto de um ser humano deformado e que o torna ainda mais disforme, e que causa, num observador deformado, a impressão de uma realidade ainda mais deforme do que ele costuma ver normalmente. Ambas compartilham o mesmo nome, "máscaras", e podem parecer muito similares ao espectador negligente."
(Peter Brook)
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